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Gagueira não tem graça (Manifesto)

sábado, 18 de outubro de 2008


Este Manifesto foi apresentado no 1º Encontro Brasileiro de Pessoas que Gaguejam, em 18 de agosto de 2008, sendo aprovado por todos os presentes.

O título desse nosso texto talvez lhe cause algum estranhamento. Afirmar que gagueira não tem graça, que não é engraçado ver alguém gaguejando, talvez não faça sentido para muitos dentro da nossa sociedade. A gagueira e, conseqüentemente, as pessoas que gaguejam, ao longo de séculos, sempre foram motivos de gozação, intolerância, agressividade e discriminação. Existem relatos de que, já na Grécia Antiga, os gagos eram colocados em jaulas e obrigados a falar para alegria da platéia. De acordo com o que sentimos, é possível observar que, atualmente, pouca coisa mudou. É verdade que não existem mais as jaulas, mas a gagueira ainda continua presa à veia cômica, à discriminação. Porém, há um outro lado que todos merecem tomar conhecimento.

Em nosso dia-a-dia, é comum sofrermos preconceitos e sermos alvos de chacotas por causa da gagueira. No período escolar, muitas vezes nossa dificuldade não é considerada e somos obrigados a apresentar trabalhos oralmente, para obtenção de nota. Quando vamos à procura de emprego, esta inserção muitas vezes também é difícil, pois somos preteridos supostamente (já que isso não é reconhecido abertamente) por conta da gagueira; ou deixamos de procurar para evitar a exposição, para evitar que o outro descubra o que mais desejo esconder, pois tememos a reação do ouvinte.

A rejeição que sentimos na escola, no ambiente de trabalho e até mesmo dentro de nossas famílias, muitas vezes é reforçada pelos meios de comunicação. Em novelas e programas televisivos, por exemplo, a personagem que gagueja é sempre do núcleo da comédia, nunca do gênero dramático. Veiculações deste tipo reforçam, cada vez mais, as gozações diárias que sofremos por conta do modo como falamos. Com isso, as situações comunicativas tornam-se cada vez mais difíceis e temidas; tornam-se a nossa maior dificuldade, o nosso maior problema, que nos gera sofrimento. Por isso que gagueira não tem graça.

É compreensível que você que não gagueja estranhe o nosso falar diferente, afinal de contas, para a maioria das pessoas, falar é absolutamente espontâneo, fácil. Talvez, por conta desta facilidade, muitos pensam que para deixar de gaguejar basta querer, mas não é bem assim. A vivência, por longos anos, considerando a fala algo desafiador, gera movimentação específica tanto em nossa consciência, quanto em nosso cérebro. A mudança necessita de tratamento especializado.

O tratamento fonoaudiológico quanto mais cedo for iniciado, maiores serão as possibilidades de êxito. Se você possui um filho, um aluno que está gaguejando, a primeira coisa a ser feita é aceitar esta diferença. Está claro que a criança está com uma dificuldade. Quem tem dificuldade não precisa de castigo, mas de compreensão e ajuda. A segunda coisa é o encaminhamento precoce a um fonoaudiólogo especializado em gagueira.

Da mesma forma que a criança necessita da sua compreensão, o adulto que gagueja também. Não existem regras para se conversar com alguém que tem gagueira. O respeito e atenção são requisitos básicos para qualquer processo interativo.

No desejo de maior reconhecimento da sociedade, a Associação Brasileira de Gagueira organizou no dia 18 de outubro, o "I Encontro Brasileiro de Pessoas que Gaguejam", no Rio de Janeiro. Esta cidade foi escolhida em homenagem ao centenário de Machado de Assis, carioca, um dos maiores nomes da literatura brasileira e que também era gago. O nosso evento segue uma tendência mundial: a reunião das pessoas que gaguejam para discutir suas peculiaridades, dificuldades e desafios.

Rio de janeiro, 18 de outubro de 2008




Comentários (8):
22/05/2012
08h30min
generoso (generoso)
olá, eu tenho 21 anos de idade, e quero livrarme da gagueira. será que ainda há cura para mim?
26/10/2011
00h23min
Breno (Breno)
Eu só lamento. Aô potência....
10/03/2011
07h26min
Vinicius a.m.s (Vinicius a.m.s)
Ola, eu gaguejo desde criança sou mto infeliz.se eu um dia tivesse que escolher entre 1 milhao reais e falar normal ! Com certeza preferia falar normal prq eu serei mto feliz e o dinheiro nao.
29/11/2010
22h02min
fabio Miranda (fabio Miranda)
olá pessoal.. tenhu 21 anos.... e gagueijo desde.. os 6 anos mas.. teve umas vez q fikei sem gagueijar por uma semana,,, fikei muito feliz.. axei q tinha me livrado desse porcaria..... mas depois na semana seguinte.... comecei gagueijar o dobro.... issu me incomoda muito........ kiria respostas q me ajudassem a me livrar... da gagueira..... pq... nun guento mais issu....... ten horas q vo começar uma frase.. e nun sai nada... nossa.... muito decepcionante,,,,,, kiria muito trocar ideias... com qm c onseguiu tratamento contra gagueira.. q me ajudasse.. a acabar com a minha..... abraços a todos... e obrigado pela atençao...... se a lguem kiser trocar ideias.... taaí meu msn....... fabiojrmatipo@hotmail.com
03/11/2010
19h14min
wilton (wilton)
sou gago mas quando falo so eu nao gagueijo mas quando estou nervoso ou com raiva eu quase nao falo nada voces pode mi ajudar?
02/09/2010
13h43min
Junior (Junior)
Tenho 29 anos.Uma pergunta, eu falo algumas frases sem gagueijar, porém as vezes enrosco. Será que sou gago?Quando eu falo sozinho, não gaguejo, mas as vezes a mesma palavra que falo sozinho e não gaguejo, mas qdo falo na frente de outra pessoa, gaguejo.Isso é comum ? Já gravei audio eu falando e não fico gado. É normal ? Poderia me ajudar, por favor.Pois isso está abalando o meu emocional e atrapalhando em todos os lugares. Agradeço toda a ajuda. Junior
02/07/2009
22h12min
Cicinho oliveira (Cicinho oliveira)
Com certesa,apoiamos!eu tenho,23 anos,tenho gagueira desde os 6 anos de idade,sofri muito preconceito,descriminação,mas hoje,estou muito feliz,venci muitas barreras,trabalho,estudo,estou no segundo semestre de Psicologia,enfim..."temos que colocar a nossa boca no trombone".
23/06/2009
15h25min
Hernani Rodrigues Silva (Hernani Rodrigues Silva)
Compartilho, concordo plenamente com o texto. No meu caso a incompreensão da minha gagueira começou dentro de casa. O apoio familiar e psicologico são ferramentas fundamentais para uma melhora.



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