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Auto-Relato: uma experiência sentida na pele (Depoimentos)

terça-feira, 19 de maio de 2009


Descobri que "gaguejava" quando comecei a dar importância para a visão dos outros, quanto a minha maneira de falar. Precisamente aos 08 anos de idade, percebi que as pessoas me olhavam de outra maneira; na grande maioria rindo, quando eu estava me expressando. E isso me incomodava, e ficava com vergonha de falar.

" A única pessoa que sabe o que é, realmente, a gagueira é o próprio gago" (Van Ripper)

A gagueira ainda é uma ferida não cicatrizada. É difícil o ser humano aceitar a conviver com as suas limitações; e comigo não é diferente. É como receber um tapa no rosto, sem saber o motivo. E a cada dia aprendo a conviver com a mesma.
Defino a gagueira como a ruptura das palavras que ocorre involuntariamente quando um indivíduo que gagueja deseja expressá-las. É o desejo de pronunciá-las, mas não conseguir expressá-las da forma correta, ocorrendo os prolongamentos nos inícios das mesmas (vvvvvvvaca), as repetições de sons (c-c-c-caneta), repetições de sílabas (ca-ca-casa) e os bloqueios das palavras quando não conseguem emitir nenhum som, que varia de indivíduo para indivíduo. É uma terrível sombra que nos acompanha, chegando a nos perturbar. Ressalto que não é todo momento que a mesma ocorre, varia muito do meio onde estamos inseridos.
Na minha família, há caso de pessoas que gaguejam, o meu pai. Bem como meus tios e tias, tanto paternal quanto maternal, há outros como eu.
Meus pais reagiram normais frente ao meu distúrbio, possuo uma "dificuldade" que não compromete os demais órgãos; e precisava de uma atenção e compreensão maior. Nos momentos árduos que a vida me proporcionou, minha mãe e irmã sempre estiveram ao meu lado, me encorajando; e isso me fortaleceu para lutar pelos meus objetivos profissionais e pessoais.
Há 05 anos, tinha dificuldade de relacionar-me com as pessoas, cheguei ao ponto de isolar-me das mesmas, pensando que desta maneira iria me libertar das angústias que me acompanhavam no ato da comunicação oral com o outro.
Graças a Deus, com terapias psicológicas, consegui reverter essa situação. Hoje "tiro de letra", pois ninguém é perfeito, até os nossos dedos da mão são diferentes, e quem quiser ser meu amigo, terá que me aceitar como sou. Sou diferente, mas minha diferença não invalida as minhas possibilidades e potencialidades, possuo apenas uma "dificuldade" na comunicação oral.
Já fui constrangida por várias pessoas. E por incrível que pareça, todas foram e são nos locus educacional, devido às informações acerca da gagueira que os mesmos não têm, bem como, eu, também, não tinha consciência dos meus direitos. Hoje sei que tenho direito de ser tratada com dignidade e respeito por outros indivíduos, grupos, instituição e pela mídia, independentemente do grau de severidade da gagueira.
Minha convivência no locus educacional durante a infância e adolescência foi traumática. Espero que nenhum discente com gagueira passe pela referida situação. Recordo dois fatos mais marcantes. O primeiro, aconteceu na alfabetização. Repeti a referida série, duas vezes, por não conseguir falar as palavras corretamente, tinha rupturas, principalmente na leitura. No ano consecutivo continuei apresentando os mesmos sintomas, já estava mais do que alfabetizada, só que naquela época a gagueira era um assunto muito restrito, e ainda continua, e a diretora da escola procurou conversar com minha mãe para obter informações sobre essa ruptura que apresentava para falar. Isso foi quando a escola tomou conhecimento dessas rupturas que era proveniente da gagueira, e consecutivamente, fui aprovada para a 1ª série. Tive outra experiência muito desagradável no ensino fundamental (5ª serie), quando realizei a primeira apresentação de seminário. O professor de ciência passou a avaliação expositiva, e quando chegou a minha vez de apresentar, estava muita nervosa, e a gagueira tomou conta do espaço. O referido professor me ridicularizou perante os alunos de classe, e perguntou como iria me avaliar daquele jeito, por estar gaguejando. Fiquei com vergonha da turma, e faltei três dias consecutivos de aula, e o professor não avaliou o meu conteúdo, e sim a gagueira juntamente com o nervosismo, e a minha média foi muito inferior ao da classe, ficando para a recuperação final.
O desrespeito e o constrangimento sempre estavam presentes mediante a minha pessoa, causando um transtorno psicológico e social, sentia-me desfavorecida com os métodos avaliativos, e angustiada por todas as situações em que era exposta.
Devido à falta de informações que o corpo técnico tinha sobre a gagueira, não tinham como orientar os docentes acerca deste distúrbio de comunicação, e os demais professores não sabiam lidar comigo, até mesmo por causa da falta de orientações.
Na maioria das vezes, me isolava no meu "cantinho", pois ele era o meu colega de sala de aula, entrava na sala de aula calada e saía muda.
O corpo técnico (Diretor, Supervisor e Orientador) da referida escola particular, onde estudei durante doze anos, não ofereceu o devido suporte necessário para o meu desenvolvimento.
Infelizmente, nunca tive um acompanhamento psicopedagógico, e devido a isso, quando cheguei no Ensino Médio, as dificuldades aumentaram. Cheguei a não querer ir mais à escola, por vergonha de não conseguir interagir com os demais discentes, me sentia constrangida.
Tive uma boa relação com os colegas de classe no ensino médio, os mesmos me compreendiam mais do que os docentes. Essa época foi muito gratificante, pois a aceitação da turma me levou a ser mais eloqüente com os mesmos.
Não participava das aulas como devia, porém sempre fui uma excelente aluna. Os docentes nunca tiveram a preocupação de favorecer a minha inclusão, mesmo sabendo que meu "quadro clínico" necessitava de uma atenção diferenciada, as metodologias visavam muito a oralidade, prejudicando assim, o sujeito que gagueja, pois o mesmo possue receio de exposição oral, devido a vergonha e o medo que nos acompanha.
Mas, graças a Deus, com muito esforço e determinação consegui concluir o Ensino Médio, e Ele me presenteou no ano seguinte com a minha aprovação numa Instituição Publica de Ensino Superior.
Minha atuação na Universidade ocorreu de forma complexa, pois também tive problemas. A princípio cursava o Curso de Formação de Professores. Houve um dia em que um professor disse pra mim: "você está no curso errado, pois aqui você irá lidar com as crianças, na fase de aquisição e desenvolvimento de linguagem, e isso poderá interferir nesse processo". Foi
quando percebi que o curso não tinha a ver comigo e optei pelo vestibulinho para o curso de Pedagogia, onde me encontrei na área de Gestão Escolar.
Infelizmente, a universidade possui poucos professores que possam receber o título de Educador, enfrentei vários obstáculos sim, como por exemplo a falta de compreensão e exclusão, principalmente. Apresentei quatros seminários, mas os mesmos me deixavam constrangida perante os colegas de classe, foi quando resolvi não apresentar seminário, haja vista que a Inclusão na prática não ocorre. Sabemos que para profissionais da educação, existem inúmeras formas para avaliar, não sendo a apresentação oral a forma única. No final do 1º semestre/07, uma docente que diz usar os princípios pedagógicos fundamentados em Paulo Freire, que sabemos que foi um grande educador, e que não merece o desrespeito de vários docentes por não ter na prática o discurso propagado, passou um seminário. Uns dos pilares da educação segundo o educador Freire é a Autonomia que os alunos devem ter em relação ao docente. Procurei a referida professora explicando que não apresentaria o seminário porque estava insegura, devido minha dificuldade de comunicação oral, e pedi para ser avaliada de outra forma. Ela solicitou uma síntese de um livro; até então não sabia a espessura do mesmo. Fui à biblioteca, emprestar o referido autor, quando vi a espessura do livro, fiquei sem ação (220pag). Resolvi dialogar com a professora, perguntei se não poderia ser feito em dupla com outra colega que não apresentou o seminário; haja vista que o seminário era constituído por 06 (seis) pessoas, onde em conjunto entregaria uma síntese do que foi apresentado no seminário, ela respondeu: "Você teve a sua autonomia de dizer que não iria apresentar o seminário, e estou colocando duas opções: você apresenta o seminário ou faz a síntese do livro sozinha. Ou você também tem dificuldade de leitura e escrita?". Confesso que a atitude dessa professora me levou a concretizar que a educação pública precisa de uma qualificação urgente, e a questionar, que educação é essa, ou melhor, que país é esse?
"A maioria das pessoas nada entende de gagueira, e a ignorância sobre o assunto pode provocar reações descabidas." (BOHNEM,2005)

Tenho "dificuldade" apenas na Comunicação oral (articulação), que não ocorre todos os momentos, passei por um Processo Seletivo Público para entrar nesta Instituição de Ensino Superior (IES), porém a referida docente possui uma dificuldade de interpretar na prática a proposta pedagógica Freiriana.
A educação requer amor, sensibilidade e consciência, e todos esses requisitos não tive no Ensino Fundamental, Médio e Superior, e escolhi o referido curso para lutar por uma educação igualitária que dê oportunidades para todos, onde o amor, a sensibilidade e a consciência possam prevalecer; e não permitir que nenhuma criança com dificuldade na comunicação ou qualquer outra diferença sejam discriminadas e excluídas no locus educacional e social, situações essas em que um dia vivenciei.
Precisamos de uma sociedade justa, onde a igualdade e o respeito possam prevalecer. Não queremos receber rótulos e rejeição, queremos RESPEITO acima de tudo. Possuímos apenas um distúrbio na comunicação oral; nada que interfira diretamente na inteligência, criatividade, caráter, potencialidade e sensibilidade.
A gagueira não é empecilho para almejarmos os nossos objetivos, pois quem dificulta o nosso crescimento profissional, é a sociedade que faz a nossa limitação, colocando as suas regras.
Ao longo dessa jornada, Deus colocou em meu caminho uma pedra valiosa, uma fonoaudióloga, que sempre está comigo, em minhas vitórias e derrotas, nunca deixando eu passar por "apertos" sozinha, tendo consigo uma frase: "eu sempre acreditei em você, na sua potencialidade". L. O., que sempre acreditou e estar comigo em todos os momentos.
Faço terapia fonoaudiológica há 9 anos, a mesma contribui para o meu desenvolvimento; perante esses anos, já obtive resultados significativos, os quais resultam em grandes evoluções. Pois a cada sessão é um aprendizado, em cada aprendizado há a certeza da vitória.

Rafaela Gomes Silva




Comentários (44):
02/05/2016
14h38min
LOURIVALDO PREREIRA (LOURIVALDO PREREIRA)
OI BOA TARDE A TODOS!!! BOM EU TAMBEM QUERO COMPARTILHAR QUE SOU GAGO E ISSO ME DEIXA MUITO PRA BAIXO NA VERDADE PARECE QUE SOU O ULTIMO DA FILA! O PIOR E QUE ESTUDO HISTORIA QUE UM DOS MEUS SONHOS! MAS AI FICO PENSANDO SERA QUE VAI DAR CERTO ? AS VEZES PENSO EM DESISTIR VOU TERMINAR A FACULDADE POREM NAO VOU LECIONAR.. TENHO 47 ANOS SERA QUE TEM COMO EU AO MENOS MELHORAR?
06/03/2016
02h57min
kleiton souza andrade (kleiton souza andrade)
amigos também sou gago e fiquei emocionado com os depoimentos,mas tenho uma palavra com vcs me chame no zap (64)96529204
23/02/2016
10h57min
Tiago Santos (Tiago Santos)
Feliz do gago que nascer numa época q tenha remédio p isso ...só o q eu digo.
08/01/2016
23h09min
NEIDIANA NASCIMENTO (NEIDIANA NASCIMENTO)
Fico mais tranquila por ter história semelhante a minha.Admiro a todos vocês pela coragem de se expor tanto.Confesso que sofri muito por não ter conhecimento do problema mas aprendi a lidar com a gagueira usando o bom humor.Por isso quero que levantem a cabeça e seja você mesmo, em nenhuma hipótese deixe isso lhe impedir de viver sua vida plenamente
19/08/2015
12h07min
tâmara (tâmara)
Gente eu nao gaguejava até os meus 7 anos daí pra lá comecei a guaguejar aos poucos . Meu sonho era ser cantora . Cantei muito nos trios elétricos de Alagoas, nao guaguejo quando canto. mas com meus 15 anos comecei a guaguejar mais e mais . Fiquei super triste e comecei a só falar quando necessário. Nas chamadas da aulas não consigo mais falar PRESENTE meu coração acelera . Então respondo " EU" guaguejo menos quando converso com meu namorado tenho vergonha de guaguejar perto dele então sempre troco as palavras que nao consigo falar . As vezes me saio bem . Minhas entrevistas de emprego ta chegando e sei que vou me sair mal ... algumas pessoas sabem que gaguejo as vezes . Mas tenho amigos que nem sabem que eu sou gaga por que sempre vejo que vou gaguejar eu dou uma pausa e procuro outra palavra . Eles só percebem que eu dou muitas pausas quando estou falando e peecebem que falo palavras mais curtas como tu , não , etc... choro as vezes por tudo isso e quero muito fazer tratamento
19/08/2015
12h07min
tâmara (tâmara)
Gente eu nao gaguejava até os meus 7 anos daí pra lá comecei a guaguejar aos poucos . Meu sonho era ser cantora . Cantei muito nos trios elétricos de Alagoas, nao guaguejo quando canto. mas com meus 15 anos comecei a guaguejar mais e mais . Fiquei super triste e comecei a só falar quando necessário. Nas chamadas da aulas não consigo mais falar PRESENTE meu coração acelera . Então respondo " EU" guaguejo menos quando converso com meu namorado tenho vergonha de guaguejar perto dele então sempre troco as palavras que nao consigo falar . As vezes me saio bem . Minhas entrevistas de emprego ta chegando e sei que vou me sair mal ... algumas pessoas sabem que gaguejo as vezes . Mas tenho amigos que nem sabem que eu sou gaga por que sempre vejo que vou gaguejar eu dou uma pausa e procuro outra palavra . Eles só percebem que eu dou muitas pausas quando estou falando e peecebem que falo palavras mais curtas como tu , não , etc... choro as vezes por tudo isso e quero muito fazer tratamento
10/08/2015
09h49min
Júlio (Júlio)
Assim como Vocês me sinto acolhido neste meio de pessoas que vivenciam a mesma situação que eu. Recentemente estou praticando um exercício "criado" por mim que sinto que está me ajudando: não sei porque mas tenho uma dificuldade enorme de pronunciar certos encontros consonantais como tr e cr no início das palavras. Sempre fugia das palavras iniciadas desta forma. O que faço agora, eu faço exercícios exaustivos de repetição desses encontros consonantais até saírem de foma automática. São formas que buscamos para, pelo menos, amenizar nosso problema.
04/07/2015
23h04min
Eduardo Silva (Eduardo Silva)
meus wats é 88 97113847.
04/07/2015
23h03min
Eduardo Silva (Eduardo Silva)
No ensino médio tive uma grande dificuldade de apresentar meus seminários, em um destes sai da sala de aula e me tranquei em outra sala na escola e com minha toalha de banho tentei suicídio, hoje sou acadêmico de Farmácia e ja tô no 3° semestre já apresentei 2 seminários, gaguejei muito, me sinto um lixo a pior pessoa, e hj me encontro naquele momento que penso dia e noite se devo continuar, queria muito uma resposta ou até mesmo um conselho.
20/04/2015
09h55min
ELIANA ALVES (ELIANA ALVES)
Tem 52 anos, resolvi fazer faculdade e todo final do semestre tem que apresentar o seminário para o professor e os colegas. Ai quer o bicho pega, tem gagueira e tenho medo de quando for abrir a boca por conta disso tenho medo de não sai nada, nem uma palavra correta e começar a gaguejar. Por favor ajude a vencer isso.Obrigado
07/04/2015
01h32min
marcus viny (marcus viny)
Linda historia Rafaela. Que história. Sofro com isso a vários anos. Isso me prejudicou muito. As pessoas que estão ao nosso redor não entendem, acham que é fácil e ponto final. Acham que aquilo é de proposito sendo que não mandamos em nossos limitações. Mas Deus coloca pessoas maravilhosas em nossas vidas, tenho colegas e amigos que sempre me apoiam e entendem a limitação presente em minha pessoa. bela história..!!!!!!!!!!!!!!!!!!
15/03/2015
15h59min
francisco (francisco)
ola,tambem tenho muita dificuldade de falar principalmente ao telefone,sou estudante tenho 29 anos.as vezes me sinto excluido por nao saber me comunicar, ate quando falo com minha esposa e muito dificil,no meu curso tem muito seminario e eu nao participo por causa desse problema,as vezes quando to falando com alguem com amigos eles viram a cara e isso me deixa muito triste,eu mesmo me pergunto porque que nasci assim no meu dia dia no serviço eu brinco com meus colegas mas na hora de falar algo serio parece que aquilo me prende total abraço vamos fazer um grupo no whtsapp para a gente se comunicar beijo abraço, me adicione 87246253
01/12/2014
15h02min
Anna Carolina (Anna Carolina)
Tenho a disfluencia desde que meus pais se separaram e desde então tenho passado por situações difíceis, não consigo ligar para pessoas estranhas, nem falar ao telefone com a compainha telefonica para relatar erros, tenho vergonha, e o pior, são as apresentações de seminário no ensino superior, pois os professores deveriam entender, mas infelizmente não entendem.
18/10/2012
03h56min
BOLIVAR COSTA VALLI (BOLIVAR COSTA VALLI)
Olá, tenho 20 anos, moro em Porto Alegre e gaguejo desde criança, creio que lá pelos meus 3 anos eu comecei a dar minha primeiras gaguejadas hehehehe (brincadeira)Já sofri muito por causa da gagueira, já fui humilhado, já chorei, já sofri bullyng mas mesmo assim nunca abaixei a cabeça. Sempre apresentei trabalhos na escola e no curso técnico, inclusive peças teatrais que eram apresentadas para toda a comunidade escolar.Eu aprendi que se eu ficar me deprimindo e me colocar no papel de vítima, a gagueira piora. Aprendi a usar o bom humor para lidar com a gagueira e hoje consigo fazer piada da minha própria cara, neste caso, a gagueira.Não nego que é difícil ficar naquela expectativa de não gaguejar e não me importo com o fato de gaguejar, isso me atrapalha bastante mas tenho que lidar com isso de uma forma positiva para o meu próprio bem estar.Esse foi o meu depoimento. Espero ter dito coisas que possam mudar ou contribuir para a mudança da vida de alguém e AFIRMO que É POSSÍVEL SER MUITO FELIZ SENDO GAGO.
09/09/2012
22h29min
Marcelo (Marcelo)
Sou gago desde moleque, e hoje tenho 17 anos e olha, realmente como vocês já passei por situações assim, mas ao invés de ficar ofendido ou algo do tipo, eu ergo a cabeça e nem ligo pro que pensam, afinal vai chegar uma hora que essas pessoas também serão humilhadas e desprezadas. Eu também me 'escondo' falo pouco, na escola sofro muitas dificuldades por conta disso, nem apresento trabalhos, acho que ninguém quase sabe que tenho esse problema. Mas aprendi a conviver assim, esteja sempre de cabeça erguida, não deixe ninguém te rebaixar por conta da gagueira. Quando for falar, fique o mais tranquilo possível, não ligue para o que os outros vão achar de você, afinal todo mundo tem defeitos. Se vocês quiserem conversar, trocar ideias, tenho certeza que nos daríamos muito bem fica o meu email: marcelo.granato@hotmail.com. Um forte abraço, fiquem, busquem Deus!
16/02/2012
21h37min
Michel Turles (Michel Turles)
Sei bem o que e sofrer por causa da gagueira...já passei por situações da pessoa fica rindo na sua cara.pq vc gagueja achando que vc e feliz por estar passando por aquela situação...tbm sei cmo e horrivel vc ter aquela resposta que a professora da facul ou da escola pergunta e ñ levantar a mão por medo de gagueja...eu tenho 25 anos..será que aind posso buscar uma ajuda?...
11/11/2011
12h37min
zulmira (zulmira)
Peço ajuda pois ainda há tempo. tenho 42 anos, sofro muito socialmente, tenho uma deficiencia na fala, ou seja tenho disfluencia verbal. Ja fiz varias buscas para minha melhora, eu mesma procurei me ajudar. Ja fiz acompanhamento fono e psicologico, li varios livros de auto ajuda indicados por profissionais, reconheço que foi otimo, A disfluencia verbal é totalmente psicologica, pois quando eu vou falar, eu me preparo maravilhosamente, penso na cena conquistada, mais deseisto, fico completamente dominada pela insegurança , fico bloqueada, fico tremendo e muito sudorese, fico sem chão, dar vontade de deitar no chão e sair rolando é uma situação desconfortavel, é um momento triste, carrego esta situação por varis anos, me ajudam, eu peço me ajudam. Me sinto um nada, uma coisinha, rejeitada, não gosto de falar na gagueira, falar da gageira e para a gagueira, ouvir alguem imitando gago é mesmo que ser ofendida, quero aprender a lidar com a gagueira, será que eu sou o fim, preciso de ajuda.
10/11/2011
18h02min
zulmira (zulmira)
Quero ajuda, falo pouco e feio, fiz varios acompanhamento inclusive psicologico, melhorei um pouco, fiquei mais confiante, foi bom, porem não fui libertada por inteira, sinto vergonha de falar em publico, me limite de conversar com alguem, participo de reuniões, e fico o tempo todo calada, com vontade de falar, falo só no pensamento, é triste demais.
26/10/2011
09h50min
valdinéia (valdinéia)
oi, tenho um filho que tem 6 anos. Está sofrendo muito na escola.as crianças gozam muito dele por ser gago. Não encontro um especialista aqui em RecifePE se alguem poder me ajudar a encontrar um profissional habilitado nesse assunto. por favor me mande um email: valdineialuna@hotmail.com/ valdineialuna@yahoo.com/ valdineialuna@gmail.com. sou muito gata a todos.Que Deus ajude a essa pessoas a enfrentarem o precoceito e aceitação. a inclusão social seria a melhor forma de curar a gagueira.um grande abraço.
24/09/2011
19h29min
Francisco (Francisco)
Caros colegas,Veja que nossas histórias são quase as mesmas, mudando somente os personagem, sinto que muita coisa já mudou, mas o preconceio e uma certa exclusão da pessoa portadora de guagueira ainda é bastante forte.
31/12/2010
01h35min
rosy domingues (rosy domingues)
olá!!!meu nome é rosy ....encontrei esse site graças a fono de minha filha ...e ja estou adorando estou tirando muitas coisas boas ,minha filha tem 7 anos i é gaga desde que começou a falar...muitas veses temos dificuldades ,em como ajudar como tratar a gagueira dela ...pensei que a gagueira tinha cura ,mais a fono dela disse que não...tem dias em que ficamos muito tristes ,porque ela chega até a chorar por não conseguir falar oque quer ,as veses ela muda a frase inteira por não conseguir pronunciar uma unica palavra é frustante ver o sofrimento dela ,i não poder fazer muita coisa .antes chamavamos a tençaõ dela quando ela gagueijava,pediamos calma pra pensar antes de falar .nas consultas com a fono aprendemos qui não podemos fazer assim ....gostaria de saber o que mais posso fazer pra ajudar na gagueira da minha filha ...si alguem poder mi ajudar agradeço ...desde ja grata pela atenção!!!!i ja valeu pelo desabafo !!!
23/10/2010
21h19min
Deocleciano Santos Ribeiro (Deocleciano Santos Ribeiro)
Olá Rafaela, parabéns!Em muitas partes do seu texto estava vendo minha história ser escrita, no meu caso a minha autoaceitação fica mais difícil, pois não sou gago desde "nascença".Logo aceita e lutar contra isso tem sido extremamente complicado, atualmente não faço tratamento, pois a única fono que conssegui me ajudar me mostrar o caminho a ser seguido deixou de atender e mudouse, esou num abismo profundo tentanto ver uma luz, mas ta difícil ainda mais pois estou acabando o curso de engenharia civil e tô envolto pelos fantasmas do medo, da incapacidade e do preconceito das pessoas.Preciso de ajuda, mas deixo aqui meus parabéns a todos vocês que venceram.
26/09/2010
22h19min
Fabiane Alexandre Xavier Caldas (Fabiane Alexandre Xavier Caldas)
olá!!! É muito recorfortante e encorajador saber que tantas outras pessoas, com a mesma dificuldade que eu tenho conseguiram superar os tantos obstáculos que surgem. Na verdade, ando desanimada, sem forças para continuar, e não sei muito em que me agarrar. tenho 25 anos, e desde que me entendo por gente, tenho gagueira. Estou no 3° ano do curso de medicina, e não sei mais como vencer a mim mesma pra poder continuar. Quero muito ser médica,MUITO mesmo, mas me sinto CANSADA DEMAIS para continuar enfrentando minha dificuldade. Faço terapia com fono, estamos tentando o método gagueira fácil, mas parece que tenho uma certa resistência, não consigo suavizar nos momentos que preciso. Enfim, gostaria MUITO de ouvir mais histórias, de ACREDITAR QUE É POSSÍVEL. Me ajudem..
04/08/2010
16h50min
Débora Rangel (Débora Rangel)
ANTONIO COSTA só enfrentando para poder superar e lutar para não deixar o emocional falar (mesmo que gaguejando) mais alto que o racional. Eu comecei me preocupando mais com o QUE eu deveria falar a COMO eu ia falar e tem dado certo. Não deixo de gaguejar, mas não fico mal por causa disso. Espero ter te ajudado
03/08/2010
18h59min
Antonio Costa (Antonio Costa)
Rafaela, seu relato é muito objetivo, gostei. Vc é uma batalhadora! Sei como é o assunto... nada fácil. Fiz um tratamento de quase 3 anos e a gagueira deixou de mandar em mim, mesmo não sendo eliminada. Mas tenho uma dificuldade que ainda me frustra bastante: o medo de falar quando a gagueira vem em situações mais tensas. Eu simplesmente me calo, pois sei que vai ser desastroso se eu abrir a boca. Como isso é recorrente sei que não me ajuda nada. Vc demonstrou que venceu isso muitas vezes, poderia me dar algumas sugestões (ou qualquer outra pessoa), por favor? Te parabenizo de novo pela sua trajetória!!
25/07/2010
23h56min
Débora Rangel (Débora Rangel)
MARCELA, sugiro que você encaminhe seu filho para um grupo de apoio. Lá, ele conhecerá outras pessoas que gaguejam e aprenderá como reagir em diversas situações. Aliás, de que cidade você é?
23/07/2010
20h37min
marcela aparecida martins (marcela aparecida martins)
o meu filho é gago.ele esta com 14 anos,agora foi encaminhado para ir para cips,o 1 emprego,estou com medo pois não sei como ele vai reagir,quando alguém xingar ele me ajude,por favor.
08/06/2010
09h39min
Débora Rangel (Débora Rangel)
FÁBIO, sempre há como reverter a situação. De grave para moderado; moderado para leve; leve para quase nada. Procure um fonoaudiólogo especializado ou universidades com o curso de fonoaudiologia que atendam à comunidade.
03/06/2010
19h54min
fabio (fabio)
oisou gago a 23 anosainda há tempo de reverter a situação?Grato
02/05/2010
22h21min
daniel henrique leal (daniel henrique leal)
Parabéns Rafaela!!Já passei e passo por alguns constrangimentos.Estou me formando em psicologia a gora em junho, e, tantas vezes pensei,um "psicólogo gago"?E quando começei a perceber que o preconceito, não estava apenas na sociedade,estava dentro de mim também.foi quando passei a aceitála, no sentido de enfrentála de frente.Enfim, faço psicoterapia pessoal, frequento a fono, e aos poucos percebo que estou evoluindo...mas a caminhada é longa, mas os avanços são muito gratificantes, aliás tomar conta da gente é sempre bom...Abraçaum, Deus te abençoe!!
23/03/2010
13h34min
arianny (arianny)
olá gostei vc foi muito corajosa..e conseguiu vencer os obstaculos.....eu tbm sou um pouco gaga..e lido muito com o publico...as vezes fico cm vergonha de falar mas qd falo são poucas coisas,senão me atrapalho toda.ainda preciso vencer isso...
22/10/2009
12h01min
ana lucia veras dos reis (ana lucia veras dos reis)
oi rafaela eu queria muito que me ajudase,me dizendo como faço para marca para meu filho uma consulta,ou uma reunião ,eu não sei como dizer,eu queria mesmo era que meu filho tivesse um acompanhamento,pq ele e muito gago.até uns dias atras eu não sabia que tinha equipe de apoio.eu vi na televisão,eu tambem sou gaga,mas me acostumei,eu queria era um tratamento para meu filho...meu msn ana_veras91@hotmail.com eu vou ficar muito agradecida por vc me responde.....aqui e uma mãe muito aflita..................
25/09/2009
12h17min
Erik jonas de souza (Erik jonas de souza)
estou cansado de ser motivo de chacota dos meu parentes e conhecidos e perder muitas oportunidades pelo fato de ser gago existe alguma lei q me proteja?
16/09/2009
20h25min
graziele (graziele)
e muito dificio falar com uma pessoa gaguejando a gente perde a vontade de falar eu ja fiz fonogiologo mais depois eu deixei de fazer parabens pra todos voces que conseguiram vencer na vida mesmo gaguejando
21/07/2009
22h42min
Delci Francisco de Lima (Delci Francisco de Lima)
Rafaela, conte conosco! Também sou gago, já humilhado algumas vezes, porém faço fonoaudiologia há mais de 15 anos. Não abri mão dos desafios e hoje exerço a docência em uma Organização Militar. Gaguejo ainda, muitas vezes, mas o desafio de superar os meus limites me levam além. Também pude ajudar os discentes que apresentam nosso problema, assim vamos formando uma grande família.
16/07/2009
21h05min
Danilo (Danilo)
Muito linda sua determinação Rafaela, mas eu sou um pouco gago mas não me deixo me leva sempre, levo as coisas na brincadeira sobre esse assunto de ser gago EX: Quando eu vou dizer alguma coisa a alguem q não conheço e começo a gagueja eu falo logo olha amigo eu sou gago e tenha paciêcia ai então eu fico tranquilo e falo bem melhor!!!!!!!!!! email: daniloantas@hotmail.com
14/07/2009
17h37min
RAFAELA SILVA (RAFAELA SILVA)
Muito obrigada pelas mensagens recebidas, as palavras de cada guardei em meu coração!!Meu email é: rafaelasilva@oi.com.brBjos!!!
08/07/2009
15h53min
Leo (Leo)
Você é de mais. Obrigado pelo seu exemplo. Maior do que agente só aquele que está no céu.Não abaixe a cabeça para ninguém.Tem gente que tem defeitos morais, desvios de caráter, e a maioria das pessoas acham normal, quem são elas para nos julgar?Vamos lutar para vencer este problema, e no final sairemos vitoriosos.Nada como um dia após o outro.
27/06/2009
14h59min
FABIO (FABIO)
RAFAELA,QUERO DIZER Q VC É UMA VITORIOSA,PARABÉNS,E SE VC PUDER ME PASSAR O SEU IMAIL,PRA COMPARTILHAR COM VC ALGUMAS SITUAÇÕES Q EU VIVI TAMBEM,UM ABRAÇO.
23/06/2009
17h34min
Hernani Rodrigues (Hernani Rodrigues)
Rafaela, parabéns pela coragem de se expor. Sua historia é paralela a minha, mudando só os personagens. Somos o que somos, se pudermos melhorar algo, ótimo, senão paciência. Historia como a sua faz me ver a vida por outra otica, que é possível. Vc é muito corajosa e determinada e isto faz toda a diferença. Parece que humilhação faz parte do nosso vocabulario, mas Deus diz que "um coração quebrantado Ele não desprezará", confie, siga e seja feliz. Grande beijo.
21/06/2009
12h35min
Letícia Corrêa Celeste (Letícia Corrêa Celeste)
Olá Rafaela,Fiquei muito emocionada com a sua história. Sou de Belo Horizonte/MG e estou fazendo uma pesquisa preliminar com professores sobre a gagueira, com objetivo de levar os resultados ao poder municipal e estadual. Gostaria de saber se eu poderia te citar na carta de apresentação para as escolas e no artigo final (posso apenas colocar suas iniciais ou seu nome completo, como desejar). Não hesite em me escrever para perguntar mais detalhes dessa ação já que estou pedindo para te citar. Acredito que podemos e devemos lutar para mudar essa realidade escolar que você viveu, não acha? Obrigada por compartilhar. E parabéns pela vitória!
20/06/2009
13h37min
Adecio de Castro Nogueira (Adecio de Castro Nogueira)
Para mim também é muito dificil, uma vez que não pronucio palavras com som de "ca, qua, que, ga, gue, ka, ke..." e trabalho com atendimento ao público. Ainda cheguei a fazer algumas seções de Fonodiologia, mas não consegui continuar, sendo que este tipo de tratamento requer muito tempo e dinheiro! Como sabemos, no sistema capitalismo, tempo é dinheiro....Então o que fazer? ? ?
18/06/2009
20h53min
Diego Lazari de Oliveira (Diego Lazari de Oliveira)
Qual seu email, Rafaela.... Você me ajudou bastante contando sua história; parabéns por sua dedicação.Eu gostaria de compartilhar minha história com você também.... Escrevi um texto contando minha "trajetória" relacionada à gagueira, mas ele ficou um pouco grande, eu só posso mandar por email, mesmo.... Se quiser, entre em contato comigo enviando um email para diegolazari@hotmail.com. Acho que podemos nos ajudar mais.Um abraço
10/06/2009
19h49min
sueli ferreira (sueli ferreira)
vc e uma vencedora eu tbm sou gaga e nao aceito ja perdi varios empregos por causa disso e sao vivo frustrada hoje mesmo uma amiga me ofereceu um emprego de atendente de telefone e recusei sem dizer o motivo nao tive coragem e tbm medo de passar por contrangimento na entervistabjs



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